segunda-feira, julho 11, 2005

Tesão do mijo

O facto do Benfica se ter tornado CAMPEÃO NACIONAL 2005/2005 deixou muita gente à beira de um ataque de nervos.
Afinal, esgotaram-se os argumentos pelos quais o Benfica não seria campeão: equipa com pouca qualidade, com pouca resitência psicológica, com birras entre Veiga e Vieira, com um treinador ultrapassado e por aí fora.
Depois, confrontados com o óbvio, justificaram a conquista com uma série de argumentos: levados ao colo pelos árbitros, com muita sorte, com o pior campeoanto dos últimos anos (como se Sporting e Porto jogassem uma Liga à parte, talvez com o Dínamo de Moscovo e com o Rui Santos Futebol Clube e a Casa dos Trabalhadores do Record).

Por fim, o argumento final: Trappatoni, o mago, conseguiu espremer uma laranja até ao fim. Conseguiu fazer de uma má equipa, uma equipa campeã.
Este argumento faria corar de vergonha quem ouviu os comentadores falarem de Trappatoni em Dezembro, após alguns jogos que eu cá sei. É a desonestidade intelectual dos Fidalgos do nosso futebol.

Depois de ver o Benfica jogar à bola como jogou com o Sion, com trocas de bola constantes e futebol de ataque, e correndo o risco de ser acusado (e talvez justamente) de emitir uma opinião digan de um adolescente excitado por dois meses de ausência de Superliga, digo:
O Benfica foi campeão APESAR do Trappatoni.