segunda-feira, setembro 17, 2007

Um Nuno Assis com pé esquerdo a funcionar e ficamos por aqui

Um começo algo titubeante, mas que foi melhorando. O golo do Cebolla desencalhou um jogo que até se tornou fácil. Porquê?
Porque a Naval é uma equipa macia e com poucos argumentos (sobretudo ofensivos) e porque o Benfica de Camacho joga bem, acima de tudo, em contra-ataque e não em ataque continuado. Para quem não se lembra de 2003 e 2004, as goleadas eram construídas em jogadas desenvolvidas em rapidez, utilizando os extremos. Raramente, conseguimos virar um jogo quando começávamos a perder. São as virtudes e os pecadilhos do nosso Murciano.
De qualquer maneira, tenho de realçar três notas deste jogo.
Primeiro, o velho está a jogar que se farta. Achei que vinha para a reforma, a época passada parecia dar-me razão, mas depois do que vi, começo a achar que tenho de pedir desculpa e mudar de discurso.
Segundo, quem é o gajo que joga a guarda-redes? Defende para caraças. Dizem-me que é o Quim. Eu não acredito.
Por fim, a jogada do segundo golo é um hino ao futebol: parte do tal guarda-redes que eu não sei quem é, passa por dez jogadores e demora 23 segundos a chegar à roleta do «maestro-futuro-presidente». Magia. Quem viu, viu. Quem não viu, vá ao Youtube.
Pena a lesão do Petit – mesmo assim, fica menos tempo de fora do que esperado e o Raul Meireles tem de ser titular no Azerbeijão e no país do Borat – e a falta de concetração nos últimos 10 minutos. Eu sei que o jogo estava ganho e depois do Petit ter saído ficou tudo a guardar-se para San Ciro. Mas deixar o tal guarda-redes a jogar sozinho contra a Naval não é de amigo.

PS: Pedro Silva (SCP), Derlei (SCP), Petit (SLB) e Silvestre (MU). Duas coisas em comum, lesões no joelho por torção e as novas botas Nike Turf amarelas.