terça-feira, fevereiro 01, 2005

O treinador-consultor

Há uns anos existia a figura do treinador-jogador.
Era o típico jogador no final de uma carreira gloriosa, que conhecia os cantos à casa (era um histórico do clube) e que, pela necessidade do momento e durante um ou dois jogos, acumulava as funções de jogador e treinador. Se corresse bem, continuava.
António Oliveira e Jaime Pacheco (no Paços de Ferreira) foram exemplos disto. Não tenho a certeza, mas acho que o Ian Rush também o foi no Liverpool.

Entretanto, o futebol mudou. E há conceitos que também mudaram ou, como agora se diz, para difarçar, evoluiram.
A acreditar nas últimas notícias, surgiu a figura do treinador-consultor.

José Couceiro é o consultor do First Portuguese Group (FPG) para os investimentos que esta sociedade faz nos fundos de participação nos passes dos jogadores de futebol.
Entre outros, o fundo do FCP inclui participações nos passes do McCarthy, Diego, Quaresma ou Seitaridis.

Agora, Couceiro é apontado como treinador do Porto. Passa a ser treinador-consultor.
Recebe, justamente, o seu vencimento pelo trabalhao para o FPG e recebe, justamente, o seu vencimento pelo trabalho no FCP.
Mas quem colocará ele a jogar?
Os jogadores que melhor garantem as vitórias do patrão FCP?
Ou os jogadores que mais valorizam o fundo do patrão FPG?